domingo, 4 de setembro de 2011


“E Deus os abençoou e lhes disse : Sejam fecundos , multipliquem-se , encham e submetam a terra ;”(Gn 1,28)

A
 Igreja de Cristo, como não podia ser diferente, tem seus ensinamentos fundamentados na Bíblia e sofre várias críticas da sociedade principalmente em universidades ou em discursos científicos alegando os tais, que acreditar na “historinha” da Bíblia é um simplesmente comodismo no que se refere ao fazer questionamento, porém os mesmos não se propõem a entender em que se baseia a Doutrina da Igreja. Pois a mesma acredita sim em evolução, porém não numa evolução sem Deus.

A Leitura da Bíblia Sagrada é a forma mais eficaz que se tem para conhecer o grande Amor que Deus tem por nós. Logo no seu início ela trata de toda a criação e sempre enfatiza no final de cada feito que: “Deus viu que era muito bom”. Mas quando Deus chega ao seu clímax - a criação do homem a sua imagem e semelhança - Deus não somente fala que é muito bom, vai além Ele ABENÇOA. Somos abençoados desde a criação do mundo quando Deus nos presenteia com o paraíso. A sua Principal Obra Ele dá a graça de ser fecunda e de se usufruir de todas as maravilhas. Mesmo quando o pecado entrou no mundo Deus não nos abandonou a própria sorte, mas sempre se faz presente na vida do seu povo. 

Trabalhar com a Benção é trabalhar com o que há de mais Santo, pois é a Ação de Deus em nosso meio. É o doar-se para deixar que o Senhor use de nós para chegar até outro e transforme a vida do outro, através da evangelização para o bem comum ou até mesmo em um conselho/orientação. 

A partir do momento que deixamos o Senhor agir em nosso meio e passamos a declarar seu senhorio na nossa vida como um todo, passamos a vivenciar a bênção na nossa vida levando a mesma a ser uma eterna oração, onde se torna possível enxergar Deus na face do irmão e presente na mais simples ação da natureza.

Quando Deus nos chamou a existência Ele também nos chamou a santidade e não a imoralidade .  A vivência de acordo com a vontade do Pai nos leva a conhecer sua benção e experiencia-la na nossa vida, pois o Deus que já agia agirá muito mais para que a edificação e santificação de seus filhos aconteçam. 

A cada momento temos uma nova oportunidade de acolher as bênção de Deus e através deste acolhimento romper com o pecado que nos afasta da Verdade e nos confunde com as falsas alegrias do mundo, pois só há  verdadeira Alegria , em Cristo. “nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” ( 1 Cor 2, 9)

Graça e Paz
Jaylson Reis – AGB

AMIZADE COM DEUS



É o Senhor que toma a iniciativa de se relacionar conosco “Buscar-me-eis e me encontrareis: procurar-me-eis do fundo do coração, e eu me deixarei encontrar por vós.”( Jer 29,13s )

Santa Teresa nos diz que “a oração é um trato de amizade com Deus”. Nossa motivação para a oração deve ser sempre o amor a Deus. É o amor a Deus que nos impulsiona aos desafios de tão grande bem. Orar é portanto um diálogo de amor. A oração é um Dom de Deus e não um esforço nosso e, podemos afirmar até mesmo que o primeiro passo é sempre Dele. É o Senhor que toma a iniciativa de se relacionar conosco. Por isso, a oração não só é um sadio desejo do nosso coração mas, mais do que isto, é um DESEJO DE DEUS.

Cada um de nós temos um coração de oração que precisa ser trabalhado, desenvolvido para crescer no Dom da oração. Este trabalho consiste num acolhimento da graça de Deus. O coração de oração não é algo que vamos comprar com os nossos esforços, mas que vamos acolher com a nossa liberdade. Este coração orante vai se realizando na nossa história. É um exercício, contínuo e assíduo. É um trato de fidelidade e sinceridade com Deus.

Na oração Deus é que inicia o diálogo. Nosso primeiro passo é pedir o Espírito Santo e abrir o coração para que agindo em nós Ele nos ensine a falar com Deus. Quando clamamos de coração sincero, o Espírito Santo começa a arrumar as coisas, pois nossa alma na maioria das vezes, se encontra bagunçada, e sem a ajuda do Espírito que vem para ordenar e silenciar o nosso ser é impossível agradar a Deus. Quando o Espírito Santo começa a agir eu esqueço de mim e das coisas a minha volta e me volto para Deus. Quando eu me disponho a ter uma vida de oração, Deus não vai permitir que eu continue a mesma pessoa, pois a cada encontro com o Senhor o Espírito vai com a sua luz me revelando QUEM É DEUS E QUEM SOU EU.

Este conhecimento de nós mesmos é essencial para percebermos que não somos perfeitos e que não precisamos ser perfeitos para nos relacionarmos com Deus. Na oração não temos que nos preocupar em não se distrair, em não ter pensamentos vãos, em multiplicar as palavras, em ser isso ou aquilo para Deus mas em AMARMOS MUITO, isto é o essencial.

Se vamos para junto de Deus usando uma máscara de bonzinhos e não vou com os meus pecados e a maldade que há no meu coração, eu já levo a casa arrumada, então eu já não preciso do Espírito para arrumar tudo e nem mesmo posso agradar a Deus na mentira, pois um relacionamento de amizade requer acima de tudo sinceridade e confiança para conhecer o outro e deixar-se conhecer.

Devemos ser como o publicano que batia no peito diante de Deus e rezava: “Tem piedade de mim que sou pecador” e não como fariseu que se justificava com as suas obras e negava a sua verdade. A humildade é uma virtude essencial. Ela nos leva a permitir que o Senhor dê o primeiro passo e inicie este diálogo de amor conforme Ele deseja.

No início de uma amizade são necessários alguns passos:

O primeiro deles é a escolha mútua: Ser escolhido sem que eu tenha escolhido esta pessoa, ou escolher e não ser aceito na escolha pelo outro não levam adiante uma amizade. Quando escolho e sou escolhido, a amizade acontece na alegria e na tristeza. Deus é o amigo que estará sempre escolhendo e acolhendo. Dele vem a possibilidade de acolhê-Lo.

O segundo passo é a abertura: a amizade é uma doação de igual para igual. Não posso pensar que não tenho nada para dar a Deus e me colocar somente como aquele que acolhe. Deus não é o amigo máximo, nem o amigo protetor mas, o amigo que eu amo, o qual, sou chamado a acolher.
O terceiro passo é a honestidade: para Santa Teresa a verdade é fundamental na oração.

O quarto é a fidelidade: sabemos que da parte de Deus isto nunca faltará e, será até mesmo Sua fidelidade para conosco que nos ensinará a sermos fiéis a Ele. Com certeza se marcamos com o Senhor às quatro horas para rezar, às três horas, Ele já estará ansioso esperando por nós. Então sentiremos impulsionado o nosso coração para não permitir que o nosso amigo fique a nos esperar.

Quando nos elegeu o Senhor nos fez um convite para sermos seus amigos. A nós cabe responder com compromisso e interesse a divina proposta. Esta sem dúvida é uma resposta de amor e alguém que ama e se sabe amado por Aquele que com tanto zelo nos escolheu e nos amou primeiro.

Fonte: Comunidade Shalom.